sexta-feira, 6 de março de 2009

Fieis só os Cães, minha menina.


Se bem que, desta vez, esta é uma rotulada como idónea. Seja isso o que for. Portanto, a Visão desta semana traz, nas últimas páginas, um "estudo científico" sobre a traição.
Em primeiro lugar, tenho a dizer que torço o nariz a estes "estudos científicos". Na semana passada foi qualquer coisa sobre as mulheres preferirem homens fisicamente feios. Estes cristãos debruçam-se sobre coisas tão importantes para nós como: os gatos são seres sociais? As pessoas altas são mais inteligentes que as pessoas baixas. Os homens baixos são mais agressivos que os homens altos....

Ora, está-se a ver que isto é tudo coisa de grande importância que merece dispender dinheiro e tempo nestas pesquisas. Porque se há coisa que me incomoda, entre tantas coisas, é saber porque é que um gato não é mais tranquilo, mais entrar na onda, com os outros gatos. Sempre achei que era por serem animais parvos e dados à snobeira mas, vai-se a ver, e não. São mesmo assim. É genética, coisa formulada devido ao seu passado selvagem e mais não sei quê.

Enfim... voltando ao assunto. Na Visão, então, falava-se sobre a nova pesquisa. Tinham chegado à conclusão que a traição era algo genético. Os homens tinham mais tendência a trair do que as mulheres e que, no fundo, tudo se resumia ao nosso próprio código genético.

Há uma coisa boa que vem deste estudo,t enho de admitir. Da próxima vez que alguém levar com um ornamento estrondoso no meio da testa já pode dizer, para si e para todos: "Epah, ela traiu-me mas a culpa não foi minha. Vais a ver e todos aqueles meses em que só me chegava à frente quando queria rambóia no quarto e a falta de atenção que sempre lhe dei não tiveram nada a ver". Ou, no caso de ser uma menina a premiada, "Não ele traiu-me. Mas já se sabe como estas coisas são, não é? Ele não pode evitar, é uma coisa lá do sangue, 'tás a ver?"

Oh MissKistch, e isso não é ser um bocado parcial e cair no erro de estereotipar as coisas? - dizem vocês.

É sim senhor, têm muita razão.

O que a mim me irrita é sermos todos metidos no mesmo saco. A traição é genética. Quer dizer, mais a deles do que a nossa que isto dos estudos também já se sabe que nunca há muito mulherio envolvido. Logo, não temos que ser responsabilizados. Somos todos catalogados da mesma maneira e temos de lidar com isso da melhor maneira, conformando-nos.

Deixa de haver as traições porque se é parvo, por retaliação, porque somos infantis, porque não nos podemos dar ao trabalho de nos colocarmos no lugar da outra pessoa, porque estamos magoados, porque se proporcionou, porque houve alcool à mistura, porque ninguém nunca nos vai confrontar, porque envolve adrenalina, porque somos bons a fazê-lo, porque se ela/ele nos apanhar já não temos de ser nós a acabar tudo, porque dizer que não era fazer de nós menos do que somos aos olhos dos outros, porque ele/ela deixam, porque temos tudo na nossa relação menos sarna para nos coçarmos, porque o cansaço dos anos pesa, porque não valemos nada, porque o nosso ego precisa. porque é tão mais fácil encontrar uma nova pessoa do que fazer esforços, porque sim, porque não...



É que a todas estas coisas uma pessoa sabe como responder. Mas se começam a utilizar o "desculpa, eu não queria. Fui geneticamente desenhado para ser assim" é bom de ver que vai ser um berbicaxo pô-los a andar!

4 comentários:

Pedro disse...

Se é genético ou não, não sei... Mas não concordo que se aceite isso como uma inevitabilidade. Para mim a traição é falta de respeito. E isso tem a ver com a educação...

Mas se for inevitável então prefiro cortar a pila...

akacorleone disse...

hahahaha, sou fã destes estudos científicos, aliás, se enriquecer com penso, vou passar a vida a financiar estudos sme qualquer utilidade, tipo:

um estudo científico que comprove que o ping pong é o desporto mais completo e que aumenta em 87% a performance sexual dos esquilos que praticam a modalidade,ahahaha!

R.L. disse...

eu dou-lhe a genética. a minha resposta seria, "somos genticamente incompatíveis"...

The queen disse...

ahaha Oh pa, pedro precisamos é de homens como tu! :D